Conversa Aleatória - 1 país, milhares de histórias…

Uma das coisas incríveis que o k-pop me trouxe, foi a chance de conhecer pessoas de vários lugares diferentes no mundo.
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Hoje eu estava conversando com uma italiana chamada Deborah e resolvi dividir com ela o fato de que eu sou descendente de italianos.
Então eu disse a ela:
Meus bisavós vieram da Itália para o Brasil, mas eu não tive a chance de conhece-los, eu não sei muito sobre eles exceto por uma frase que eu costumava ouvir do meu pai: 'italiani sono tutti buona gente!'”
Ela me respondeu:
Legal que suas origens sejam as mesmas que as minhas, mas eu devo discordar do seu pai, essa é uma frase que os italianos adoram usar, mas do meu ponto de vista não é inteiramente verdade. Eu não gosto da Itália! Como é aí no Brasil?” então eu respondi pra ela “Bom, meu país tem seus problemas, mas eu gosto da liberdade que temos aqui, brancos, negros, asiáticos, é comum ver todos os tipos de pessoas por aqui e eu acho que isso ajuda no fato de que nós não nos envolvemos frequentemente em conflitos internacionais ou guerras. Essa parte é legal, mas por outro lado meu país não leva as coisas muito a sério, apesar da miscigenação as pessoas no geral não são curiosas para aprenderem sobre outras culturas, saber a origem das coisas, e como eu sou uma curiosa sobre tudo isso me irrita às vezes.”
A italiana ficou surpresa com o que eu disse e acrescentou:
Entendo. Nós aqui não temos um mix de culturas e as pessoas às vezes são racistas, não todas claro, mas uma parte. Então eu achei que um país com um mix de cultura tão grande como o seu seria mais interessado em outras culturas, outros países. Acredito então que todos os países têm seus problemas afinal.”
Aproveitando a troca de visões eu disse a ela:
Mas uma coisa eu devo dizer, aqui apesar de muitas pessoas gostarem de samba e carnaval, não é todo mundo! Atrai turistas, então fazem disso uma grande coisa, mas na verdade boa parte dos brasileiros aproveita os feriados de carnaval para relaxar e encontrar os amigos apenas. As pessoas logo assumem que todos nós somos bronzeados, lindos, promíscuos, selvagens e vivemos perto da praia. Bom, eu sou pálida, loira, quieta e vivo a quilômetros de distância da praia.”
Ela riu do meu comentário e disse:
Eu sabia! Eu detesto quando as pessoas generalizam as coisas, quando dizem alemães e italianos são iguais a Hittler, ou chineses, japoneses e coreanos são isso. Nós somos todos tão únicos em algumas coisas, e tão parecidos uns com os outros em outras coisas, todos tem tanto a compartilhar.”
E então eu me lembrei da palestra da escritora Chimamanda Adichie, em que ela fala dos perigos de conhecer uma única história sobre um local.
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Se você assumir que todas as pessoas de tal local são de certa maneira, e tudo acontece do mesmo jeito, então você acaba isolando tal local, assim como se isolando de conhecer outras coisas. Eu, uma italiana e uma japonesa podemos ter mais em comum do que eu e minha vizinha. Um país é feito de pessoas, e fronteiras são apenas delimitações políticas e não determina o tipo de pessoa que mora ali. Por outro lado cada lugar tem sua cultura especifica, e aprender e compartilhar cada uma delas é fascinante. Só porque você sabe uma história, porque tal história ficou famosa, não significa que você conheça as milhares de pessoas que moram em determinado lugar.
Se todos parassem pra escutar um ao outro, não haveria motivos pra guerras, encontrar as semelhanças ao invés de apontar as diferenças.
Chimamanda Adichie é uma escritora nascida na Nigéria, ela é autora dos romances “Hibisco roxo” e “Meio Sol amarelo”. Chimamanda certa vez ficou furiosa com um professor da universidade norte americana em que estudava, já que o professor deu uma nota baixa em uma das suas histórias, e quando ela quis saber o porque ele disse: ‘Seus personagens não são sulficientemente africanos.’
Eu sei que tudo isso provavelmente ficou um pouco confuso, mas eu prometo melhorar esses meus ‘textos aleatórios sobre assuntos randômicos’ daqui pra frente, geralmente eu penso em tudo ao mesmo tempo quando esses assuntos surgem na minha mente e acabo não conseguindo colocar tudo coerentemente em um post.
Quem perdeu o último post da tag Random Talk: “Julgando um livro pela capa” é só clicar AQUI pra conferir!
Abraço de urso Smiley piscando
Dryka B.

FTW - Chess Print

Há algum tempo que eu estou falando no facebook que essa coisa das estampas quadriculadas definitivamente iria acabar virando tendência. Com cara de tabuleiro de damas/xadrez essas estampas foram das passarelas, para as capas de revista, looks de celebridades e agora já vem chegando às ruas.
Apesar do medo de ficar um pouco caricata com essas estampas, quanto mais peças vão surgindo, mais eu vou gostando da tendência. Especialmente o preto e branco do qual eu sou fã #1!
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Quando Kirsten Dunst, Jessica Alba e Miranda Kerr apareceram com a tal estampa na mesma semana, eu tive minhas dúvidas, eu só gostei realmente do vestido da Miranda, e ainda com ressalvas porque as cores não são minhas favoritas, mas então eu vi nas revistas e soube que iria melhorar com o tempo em que fossem desenvolvendo para ganhar espaço nas ruas!
Song Kyungah para Vogue Korea - Março 2013!Song Kyungah (Vogue Korea - Março 2013)
Sui He para 'Harper’s Bazaar Malaysia' na Edição de MarçoSui He (Harper’s Bazaar Malaysia – Março 2013)
Vogue Brasil também com Alessandra AmbrósioAlessandra Ambrosio (Vogue Brasil – Março 2013)
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Se quiser saber o que vai dominar as vitrines nessa estação confira os outros posts sobre tendências aqui no blog clicando na tag Fashion Trend!
Já que as meninas do 15& incorporaram a tendência no último Music Video super divertido delas, fazendo graça com o programa de talentos K-Pop Star do qual elas participaram, e com uma música viciante nada mais justo que finalizar com elas!
Abraço de Urso Smiley piscando
Dryka B.

Conversa Aleatória - Julgando um livro pela capa

Tem um ditado que diz: ‘Nunca julgue um livro pela capa’, mas você já parou pra ouvir o artista que cria a capa, qual o processo criativo, porque ele escolheu aquela arte para expressar o conteúdo de determinado livro?
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Se colocarmos em questão as capas da minha série de livros favorita nesse momento, “Irmandade da Adaga Negra”, eles parecem apenas um romance erótico clichê. As capas brasileiras todas consistem de um homem bonito sem camisa, com uma mulher que tem cara de safada. As capas originais são praticamente a mesma coisa, mas pelo menos tem uma adaga no título...e tem tão mais nesse livro.
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Eis que sai o 11° livro e eu realmente gostei da capa, não é muito diferente, ainda é um cara bonito seminu, mas pelo menos agora tem uma veste negra, uma adaga, e os característicos olhos de cores diferentes do guerreiro que estará em foco nesse livro. O que pra mim é o suficiente pra perceber que é mais do que um romance erótico, e me deixar curiosa, mas quem não conhece a série se tiver curiosidade, voltar lá atrás e ver Amante Sombrio, será que terá a mesma curiosidade? Eu comecei a ler “IDAN” depois de ler uma crítica em um blog dedicado a romances sobrenaturais e não sei se ele teria chamado minha atenção em uma livraria.
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Os livros da série Harry Potter da autora J.K. Rowling, o maior fenômeno literário da história, tão tão tão perfeito e paixão mundial (deu até vontade de ler tudo de novo), tem dezenas de versões de capas. Eu li o primeiro livro quando eu tinha 14-15 anos e acho que hoje as capas são melhores que as originais. As capas britânicas não têm o charme e o mistério do livro, a emoção de entrar em um mundo completamente diferente e mágico, é na verdade um desenho muito simples, como a daqueles livros infantis de 5-6 páginas e uma frase em cada uma, o que é apropriado para o publico alvo desse tipo de livro, mas não é especial o bastante pra um livro do calibre de Harry Potter. Eu sei que muitas pessoas gostam mais das capas originais de Harry Potter, e isso prova que o que é apelativo pra uma pessoa, não é tanto pra outra, mas isso não significa que as duas não possam amar o conteúdo do livro.
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Então essas que foram atraídas pela capa ficaram curiosas leram, viram que é uma obra prima e repassaram a informação. Essa é a graça dos livros, eles não são como uma série de TV ou um filme, que tem toda a propaganda e divulgação e você se depara com algo sobre aquilo em algum lugar querendo ou não. Centenas e centenas de livros são publicados todos os dias, e nós provavelmente não conheceremos praticamente nenhum deles, a não ser que alguém o veja em uma estante, tenha curiosidade, leia goste e te conte.
Livros criam uma ligação entre os leitores que um filme ou série de TV não cria entre os telespectadores, e a capa tem sim papel importante nisso. Os livros mereciam que a capa fosse feita por alguém que o ama pra capturar o quanto o livro é especial, mas isso não é possível todas as vezes, então cabe a nós leitores, não focar somente na aparência, apenas uma virada no livro e você pode ler a sinopse, essa sim é tão importante ou mais que a capa.
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Ainda sim a capa é a primeira impressão, é o que fica exposto, o que te chama, então se um livro chamou sua atenção, você leu e se apaixonou completamente FALE, fale sobre ele, use os artifícios todos que você tiver pra que as pessoas saibam sobre ele, seja numa conversa casual entre amigos, um post no facebook, tumblr, twitter, obrigue sua família ler, crie a conexão. Imagine quantos livros incríveis existem por aí que não tiveram alguém dedicado o suficiente à arte da capa, ou um livro que teve alguém apaixonado por aquilo, mas que tenha criado algo que é apelativo pra ela mesmo, mas não pra você. É triste pensar quantos livros estão abandonados por que estamos fadados a sermos seres superficiais que precisam do estímulo pra ir adiante.
A palestra curtinha do Designer Gráfico Chip Kidd, que começou toda essa conversa, e me fez respeitar mais as pessoas que criam essas capas, porque eu sei que boa parte delas tenta e se dedica realmente ao propósito de transmitir a mágica de um livro todo em apenas uma imagem.
E é um grande bônus a paixão com que ele fala dos livros, do prazer de ter nas mãos e cheirar um livro novo e de manter ele perto, mas essa conversa fica pra próxima vez.
Abraço de Urso
Dryka B.

Playlist: Primavera no Norte (North Spring)

Ahhh começou de verdade o nosso outono, já está fazendo um friozinho que pede cobertor e looks mais quentinhos e comidas mais calóricas! Eu amo o outono, mas tem muita gente que não gosta do frio, que desanima, então vamos aproveitar o friozinho aqui e misturar com a primavera do norte, da Coréia do Sul mais especificamente. Não dá pra não amar as músicas de primavera lá, a temática muda completamente, o romance está no ar, as flores de cerejeira voando e as situações mais hilárias acontecendo.
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K.Will – Love Blossom
K.will e seus Music Videos sempre me surpreendem, e esse não é diferente, só ele consegue reunir romance, parque de diversões, flores de cerejeira, um visual todo fofo, com assassinato! Um estagiário mal tratado se vingando dos colegas de trabalho, e aproveitando o dia de primavera pra se apaixonar, é bobo, tem as cenas mais aleatórias do mundo, o sorvete derretendo enquanto os apaixonados trocam olhares pela primeira vez, o fato da criança dar o sorvete pra ela por livre e espontânea vontade definitivamente é pra rir.
Num contexto mais sério, num país onde os estudantes passam 14 horas na escola, e os trabalhadores tem uma rotina parecida, esquecer do trabalho por um dia, largar tudo e aproveitar o clima propício pra se apaixonar e se divertir é o desejo de qualquer um e isso que K.Will passa adiante nesse MV.
Trecho da Letra:A primavera chega às ruas, a primavera chega ao meu coração. Eu não sei por que estou tão animado. As pétalas como pipoca voando alto, e se você disser que me ama eu realmente irei derreter. Quando o vento sopra como hoje, eu fico louco o dia todo por que eu só consigo pensar em você...”
Jay Park – Joah
Jay Park costuma fazer raps com direito a *Fuck You, *Eat a Dick* *eu sou melhor que você*, que eu realmente não gosto, mas daí chega a primavera e ele fica todo cantarolando feliz e romântico e fofo e então eu tenho certeza que a primavera no norte tem efeitos mágicos sobre as pessoas. E eis que há uma semana eu ando cantarolando Joah!
Trecho da Letra: Eu quero sentir isso até o dia que eu morrer, fique do meu lado que eu posso cuidar de você. Eu vou olhar só pra você, e sem nem perceber eu acabo sorrindo. Oh baby, eu quero gritar bem alto para todos que eu gosto de você, eu gosto de tudo sobre você…”
Sunny Hill feat. Daybreak – Love Actually
Esse MV é demais, a música não é tão boa quanto “Gentleman” (o novo hit do PSY, se você não viu ainda, corre! Vale muito a pena!), mas o MV de “Love Actually” supera na intenção de ser divertido. Imagine um grupo de amigas suspirando por um homem que elas acabaram de conhecer e cada uma tem sua própria fantasia sobre quem ele é (quem elas gostariam que ele fosse), e todas são hilárias, e nenhuma representa o que ele realmente é. Esse MV me lembra aquela frase: “Amar a ideia que você tem de uma pessoa, é diferente de amar quem ela realmente é.” (eu não lembro de quem é, quem souber conta aí nos comentários).
Trecho da Letra:Eu tento agir friamente, mas você vem toma conta e depois você se vai. Você faz meu coração flutuar e afundar
Gain & Hyungwoo – Brunch
A linda da GaIn e o Hyungwoo com uma voz deliciosa cantam sobre se encontrar pra tomar café juntos, e o MV é a mesma história. O vídeo seria irritantemente romântico e bobinho se não fosse todos os closes em comidas deliciosas! (Sim, adicionando na playlist por pura ‘gordice’)
Trecho da letra:Enquanto você dorme eu faço café da manhã, quando estamos juntos, nada é melhor.
Jun Guk Gu – Fashion City
Mais um music vídeo super divertido, com uma coreografia ridícula e uma música viciante que dá vontade de dançar! A esse ponto você já deve ter percebido que a primavera na Coréia é toda sobre diversão, romance e quanto mais 'sem noção' melhor! E já que muda a estação, muda a moda, nada como alguns conselhos de Jun Guk Gu e elenco de Gag Concert sobre moda! (LOL)
Trecho da Letra:Você sente olhos em você e se sente como uma fashionista, mas olhe ao redor, você não é realmente. Da cabeça aos pés nada interessante, agora olhe pra mim e copie o que eu visto! [...]Ei garota, você vai vestir isso aí mesmo? Essas são as únicas leggings que tem no seu país? Esses seus cílios falsos tem mesmo que ficar descolando? Isso não está certo – Esta é a cidade da moda!”
Lembrando que a playlist fica guardadinha lá no canal do blog no YouTube! Enjoy!
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Abraço de Urso
Dryka B.

Brigadeiro com Pipoca - Flowers of War (Flores do Oriente)

Hey people!
Eu e minha amiga estávamos conversando sobre um filme que eu assisti há algum tempo, e que adorei, e resolvi aproveitar a oportunidade e dar a dica aqui pra todo mundo!
Flores do Oriente
O título original do filme é 金陵十三钗 (Jīnlíng Shísān Chāi) ou The Flowers of War, e por algum motivo no Brasil foi traduzido como Flores do Oriente, quando deveria ter sido traduzido como Flores da Guerra, mas tudo bem isso não vem ao caso!
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Sinopse: Durante a guerra entre China e Japão em 1937, o agente funerário John Miller (Christian Bale) chega a uma Igreja para realizar o enterro de um padre. Nessa igreja estão refugiadas jovens estudantes de um convento, e posteriormente um grupo de prostitutas busca refúgio na igreja também. John tem que deixar de lado seu egoísmo e descaso para ajudar as mulheres a escapar dos horrores da guerra. Enquanto isso as estudantes do convento e as prostitutas tem que reconhecer o valor umas das outras.
O filme foi lançado em 2011 e é baseado no romance “The 13 Women of Nanjing” (Geling Yan) e reconta o Massacre de Nanquim, em que milhares de mulheres foram estupradas e mortas pelas tropas japonesas. ’Reza a lenda’ que o relacionamento tenso entre China e Japão até hoje, não é somente pelas divergências políticas, mas também pelas atrocidades cometidas nessa guerra.
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O filme não agradou toda a crítica, e pelos motivos mais idiotas possíveis, o fato do filme ter muita gente falando Inglês, quando o conflito é entre Chineses e Japoneses, ou o fato da guerra ser o plano de fundo e o contexto, mas ela não ser explicada e justificada, ou porque o cineasta Zhang Yimou tem um conceito lindo demais de fotografia cinematográfica, o que deixa o filme menos brutal! Depois de assistir “Guerra ao Terror” achando que era grande coisa por ser o vencedor do Oscar, eu vi que críticos e eu não concordamos em muita coisa! Os críticos que me perdoem, mas pra mim eles não entenderam a intenção real do filme “Flores do Oriente”, que não é dizer se os japoneses ou os chineses estão certos, ou colocar o ocidental John (Christian Bale) como o herói da história.
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O filme é sobre as mulheres em meio aos horrores da guerra. Geralmente os filmes de guerra mostram os soldados, ou o contexto político, ou só abusam de explosões e sangue jorrando, já Flores do Oriente retrata todas as mulheres, é um grupo de jovens virgens e outro de prostitutas sendo obrigadas a vencer os preconceitos e encontrar o valor umas das outras pra sobreviver. A atriz chinesa Ni Ni não só está lindíssima no filme, como rouba a cena em termos de atuação até mesmo do nosso querido Batman (Christian Bale).
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A fotografia do filme criticada por ser ‘linda demais pra um filme de guerra’ é um show a parte, os mosaicos coloridos da igreja, e os vestidos e maquiagens das prostitutas mostram a beleza no meio da adversidade, a utopia no meio da guerra. Não se engane que tudo são flores no filme, tem sangue e explosões e brutalidade, mas diferente dos filmes de guerra o foco está nas atitudes e relacionamentos que se desenvolvem entre os personagens e no poder da mulher, na capacidade humana de sacrifício pelo próximo e na ideia de redenção.
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Vale muito a pena assistir, e sei que cada um terá uma visão diferente do filme, talvez vejam mais que eu ou menos do que eu vi, ou ainda concordem com os críticos que não gostaram, mas assista e forme sua própria opinião e depois conte aqui nos comentários.
Espero que tenham curtido a dica!
Abraço de Urso Smiley piscando
Dryka B.

K-Fashion - Minissaias e política…

Hey!
Como eu disse ontem, hoje o post é sobre k-fashion, mais especificamente a cultura da minissaia e a velha ditadura.
Na Coréia do Sul o esquema é o seguinte, cubra seus ombros, não use decotes exagerados e não deixe as costas expostas, ok....só que quando falamos na parte inferior do corpo as regras são a seguinte, MOSTRE, as minissaias e mini shorts lá, são marca registrada. Em geral, nas ruas não é um mini vulgar, até porque temos que reconhecer que nós brasileiras de minissaia comparadas a uma coreana de minissaia chamamos muito mais atenção, porque elas são muito magras e tem poucas curvas, e como todo o resto está coberto as minissaias apenas servem para deixar o look mais feminino e alongar as pernas.
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E tudo estava lindo e feliz na terra da minissaia, quando o governo decidiu criar uma lei contra ‘super exposição pública’ e de repente começaram a circular a informação de que minissaias muito curtas iriam resultar em multas para as usuárias, que poderiam chegar ao equivalente a R$100,00. No meio dessa polêmica as mais afetadas foram as estrelas do k-pop, porque lá sim tem miniminiminissaias, ou melhor o que eles chamam de ‘no pants look’, que basicamente é usar praticamente uma blusa comprida, com um shortinho ou talvez uma calcinha de vovó por baixo, assim caso algum acidente acontecer pode dizer que na verdade você estava usando algo por baixo. Só que coreanas são ultra delicadas e conscientes dos seus movimentos, e tais acidentes raramente acontecem.
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Sobre isso a cantora Lee Hyori twittou: “Essa coisa de multa por comprimento de saia é pra valer? Por que se for eu estou perdida!”
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Então, quando começaram a questionar o governo e perguntar se essa medida incluiria os palcos ou somente as ruas, e todo mundo começou a reclamar do governo querer ditar as roupas da população e vetar a liberdade de expressão, o governo reformulou o discurso dizendo que a lei apenas se aplica a nudez pública e coisas do tipo, o equivalente ao nosso ‘atentado ao pudor’. E agora o k-pop respira aliviado.
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KaraKARA
Miss AMiss A
SecretSECRET
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Dentro dessa polêmica relativamente boba das minissaias tem algo muito mais problemático sobre esse novo governo, pra quem não sabe, a presidente Park Geun-hye é filha do general Park Chung-hee, que depois de um golpe de estado, governou de 1961 até 1979 quando foi assassinado. Em maio de 1980, os movimentos estudantis pressionavam para que o país fosse democratizado, mais ou menos como ocorreu no Brasil. A cidade com a maior mobilização popular foi Gwanju. Durante esse movimento em Gwanju o governo ditador fez o que qualquer ditadura faria, enviou o exército e 165 pessoas morreram, 65 desapareceram e houve mais algumas centenas de feridos, esse episódio ficou conhecido como “O Massacre de Gwanju”.
Assim a presidente da Coréia do Sul agora foi eleita com 51,5% dos votos no total, mas em Gwanju ela teve apenas 7,7% dos votos contra 92% do candidato da oposição. Apenas duas regiões optaram pelo candidato da oposição: Seul e Jeolla-do, Seul sendo a região menos conservadora da Coréia e também a mais instruída (porém a margem de diferença entre os candidatos lá não foi suficiente pra mudar o resultado da eleição) e Jeolla-do onde fica a cidade de Gwanju. Quem financiava a ditadura sul-coreana era o EUA, e se você conhece um pouco da cultura coreana sabe que a sociedade deles é patriarcal, e que os filhos que vão contra os passos dos pais são deserdados e renegados, e se juntarmos a aquele ditado que “a fruta nunca cai longe do pé”, isso explica os recentes abalos na relação entre a Coréia do Norte e do Sul e as intervenções norte-americanas nesse relacionamento. O fato da presidente sul-coreana ser uma mulher não necessariamente significa uma evolução, na verdade medidas ditatoriais, como censuras exageradas, problemas nas relações internacionais e aumento na dependência sul-coreana com os EUA, é um grande retrocesso. Quem quiser saber mais sobre esse assunto clique AQUI que o “De Prosa na Coréia” fala mais sobre isso.
Já que é povo, contra ditadura, poder feminino e sensualidade, acho apropriado terminar com o Music Video “Sixth Sense” (Sexto Sentido) do grupo Brown Eyed Girls
Conta aí nos comentários o que você acha de tudo isso.
Abraço de Urso
Dryka B.

K.O. - Taylor Swift (Flawless Victory)

Hey!!!
Post rápido hoje pra mostrar 3 looks lindos da última semana.
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Kate Middleton grávida e linda, mesmo sem parecer grávida, a não ser pela minúscula barriguinha da princesa, foi visitar crianças em numa arena esportiva na Escócia e nada mais apropriado que um vestido-casaco xadrez lindo, botas e meia-calça.
Taylor Swift com um longo maravilhoso da Dolce & Gabbana no “Country Music Awards”.
Elizabeth Olsen, irmã das gêmeas que crescemos assistindo, foi jantar com Karl Lagerfeld em comemoração a exposição de fotos do designer, e claro que a moça usou Chanel!
Amanhã tem moda coreana aqui no blog, e lei polêmica sobre ‘super exposição pública’, que pode resultar em multa pra quem usar saia muito curta no país. o_O
Abraço de Urso
Dryka B.

MeMean Girl: Burn Lookbook 07 (Beleza em Post)

Hey!
Hoje o post é lá no Beleza em Post para a tag MeMean Girl, clica AQUI pra conferir o post completo, que tem Carly Rae, Sarah Jessica Parker, Emmy Rossum e mais um monte de mal vestidas que merecem ter seus looks para sempre no Burn Lookbook dos memes, e claro, várias celebridades bem vestidas também para vocês se inspirarem!

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Abraço de Urso
Dryka B.



Dryelli, 24 anos, Maringá, PR